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Maria Filomena Falè Maria Filomena Falè

A Viagem de Alice - O (meu) credo

Creio num só Deus (podem dar-lhe outros nomes), que é masculino e feminino e não é – certamente – meu pai.

Creio que somos um.

Não creio que o céu e a terra tenham sido criados, porque são manifestação de Deus.

Ora se são, não podem ser criados.

Mesmo que terminem, continuam a ser. Creio que todas as partes são partes de um todo, mas que o todo é maior do que a soma das partes.

Creio que o céu e o inferno são criações humanas, para fomentar o medo e o cumprimento rigoroso de regras que não me interessam para nada.

Creio que não existe morte e que a vida, o amor, a liberdade e a alegria são sinónimos.

Creio que cada vida é preciosa e deve ser vivida amorosamente, em todas as suas fases.

Creio que a verdadeira beleza vem do avesso e não entendo porque razão as pessoas perseguem uma juventude aparente e constante.

Creio no trabalho árduo.

Creio no poder curativo do riso.

Creio que a felicidade é uma escolha.

Creio que no meio das lágrimas, do ruído e da confusão ainda se pode ser feliz.

Por opção, por vocação.

Creio que ter dinheiro não é bom nem é mau – a forma como ele é encarado é que pode trazer benefícios ou não.

Creio que o mesmo se passa em relação ao sexo.

Creio que todas as pessoas são iguais. Em todo o universo.

A cor da pele, o sexo e a orientação sexual não determinam o carácter duma pessoa, nem lhe retiram o ser sagrado que toda a vida é.

Creio que o desafio último de cada vida é viver de forma sublime e magnífica.

Porque cada centelha de vida é una com o todo e com a essência primordial.

Creio que nada existe fora de Deus.

Que é luz e escuridão.

Creio que as religiões fomentam o afastamento e a exclusão e não a inclusão e o amor.

Este é o meu credo.

Hoje.

Maria Filomena Falè