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A viagem de Alice - A loucura pelo futebol

O futebol é o ópio do povo e o narcotráfico dos mídia Millôr Fernandes

Com o Euro 2016 a decorrer... eu não podia deixar de falar sobre futebol.

Confesso que gosto de futebol. Muito.

Há uma magia neste desporto a que não se pode ficar imune.

As corridas, os passes, a emoção, as bancadas, a cor.

O futebol tem cheiro e o cheiro do futebol é o encarnado – alegria, paixão, cânticos, riso.

Durante um mês, um continente envelhecido, arregaça as saias e volta a ser jovem, a dançar em redor de campos de futebol.

Esquecem-se as dívidas, esquecem-se os problemas, esquece-se o trânsito. Tudo o que conta é o ritmo do futebol a bater no coração.

Contudo, não posso deixar de concordar com as palavras de Millôr Fernandes.

O futebol é apenas um desporto.

Com um magia imensa, capaz de conquistar o coração dos mais cépticos (sucedeu comigo), é certo.

Mas é apenas um desporto. Nem mais, nem menos.

Transformar um desporto na razão da vida, é desperdício.

A vida transforma-se num círculo vicioso e sem razão.

Amigos que cortam relações por causa de futebol (já vi acontecer); discussões acesas entre pessoas de bem que perdem a sensatez e a compostura (já vi acontecer); recém nascidos que são inscritos num determinado clube de futebol (já vi acontecer).

Tudo isto consequência dos rios de dinheiro que correm no futebol, devidamente enfatizados por uma comunicação social que, na maioria das vezes, é pouco séria.

E as pessoas são manipuladas. E manipuladas. E manipuladas.

Mais não são do que balizas, onde se marcam penalties sem defesa.

Futebol deve ser alegria.

Futebol devem ser cânticos.

Futebol deve ser respeito.

Que o Euro corra ao som de pontapés, fintas e golos.

A vitória final só pode ser de uma selecção, mas o gozo de vêr um bom futebol é de todos.

Maria Filomena Falè