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A Viagem de Alice - O que (não) deve fazer para deixar de fumar

Os efeitos colaterais mais frequentes (...)são: náuseas, dores de cabeça, insónias e sonhos anómalos.
Também foram reportadas como frequentes perturbações do sistema digestivo como vómitos, obstipação, flatulência, indigestão, diarreia e sensação de barriga inchada, diminuição do apetite, sede excessiva, aumento de peso, alterações do humor, dificuldade de concentração, ansiedade e pânico, descoordenação motora e perturbação dos movimentos. Adicionalmente foram também registados casos de inflamações respiratórias, congestão nasal, febre, sensação de frio, perturbações do ritmo cardíaco e aumento da pressão arterial, como efeitos secundários menos comuns.
Bula de medicamento para deixar de fumar

Uma amiga minha decidiu deixar de fumar.

Como não é pessoa para deixar para amanhã o que pode fazer hoje... resolveu recorrer “aos bons serviços” de um determinado medicamento que ajudou outras pessoas que conhece a deixar de fumar.

Os resultados da tentativa foram desconcertantes.

O tal medicamento apresenta-se sob a forma de comprimidos e a dose vai aumentando aos poucos, até chegar à dose certa.

Nos primeiros dias continua-se a fumar, devendo parar-se num dia escolhido pelo próprio fumador.

Pois parece que desde o primeiro instante... tudo o que a minha amiga conseguiu foi ficar nauseada.

Muito nauseada.

De acordo com as palavras dela, passava os dias enjoada.

Na 1ª semana, embora muito enjoada... lá foi fumando a aguardar – com ansiedade, pois claro – o final do tratamento, em que deixaria de fumar e deixaria de andar nauseada.

Na 2ª semana, o número de cigarros diminuiu drasticamente, na proporção exacta do enjoo, que passou a ser permanente, de dia e de noite.

Os intestinos não funcionaram durante uma semana.

Passada uma semana em agonia... a minha amiga resolveu mandar o medicamento às  urtigas e decidiu parar de fumar sem ajuda que não a da própria vontade.

Passou uma manhã inteirinha a “pôr os intestinos em dia” após o que achou que a vida é bela.

Devagarinho e sem grande pressão, está a conseguir reduzir – e muito – o número de cigarros.

A frio é mais fácil, diz ela.

E deve ter razão.

Maria Filomena Fale'