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Cabo Verde vai passar a ter um protocolo de Internet mais alargado

  • A transição do IPv4 para IPv6 quer ao nível das infra-estruturas técnicas de suporte, quer ao nível da formação daqueles que as vão operar, trará “inúmeras vantagens”, nomeadamente a “promoção da infoinclusão” dos cabo-verdianos

Praia – 21 de Novembro - Cabo Verde vai passar a utilizar o Protocolo de Internet versão 6 (IPv6) em vez da actual versão 4 (IPv4) o que vai permitir abranger maior número de computadores ligados numa mesma rede e reduzir os custos de acesso ao serviço.

A informação foi avançada em conferência de imprensa realizada na Praia esta sexta-feira pelo ministro do Conselho de Ministros Démis Lobo, avançando que o projeto de resolução que aprova a Estratégia Nacional para a Transição do Protocolo de Internet versão 4 (IPv4) para o Protocolo de Internet versão 6 (IPv6), foi aprovada na reunião dos ministros desta quinta-feira, 19.

Segundo o ministro, devido às características “intrínsecas” do Protocolo de Internet versão 4 (IPv4), que, por exemplo, só permite a existência de 4.000 milhões de computadores ligados, em simultâneo na internet, a nível mundial tem sido implementado o Protocolo de Internet versão 6 (IPv6) a fim de se “colmatar” as diversas limitações técnicas do IPv4.

segundo Démis Lobo, a transição do IPv4 para IPv6 quer ao nível das infra-estruturas técnicas de suporte, quer ao nível da formação daqueles que as vão operar, trará “inúmeras vantagens”, nomeadamente a “promoção da infoinclusão” dos cabo-verdianos, o “desenvolvimento dos sectores estratégicos da agenda de transformação do país” (Mar, Aeronegócios, Serviços Financeiros e cluster TIC) e a expansão do programa de ensino digital.

Segundo o ministro, a Estratégia Nacional para a Transição do IPv4 para o IPv6 vai precisar de um conjunto de medidas distribuídas por vários eixos estratégicos, nomeadamente os da formação de um grupo técnico especializado no tema IPv6, da campanha para o uso dos equipamentos, da compreensão dos riscos e do desenvolvimento de uma política de segurança.

“A ideia é congelar e tendencialmente diminuir” os custos de acesso à internet. Ainda não está contabilizado o período para essa transição, mas Cabo Verde já está nesse processo, nomeadamente o Data Center com tecnologias modernas que acolhe o IPv6” avançou.

A mesma resolução que aprova esta mudança cria também a Comissão Permanente de Implementação da Estratégia Nacional constituída por representantes da Agência Nacional de Comunicações (ANAC), do Núcleo Operacional para Sociedade de Informação (NOSI), dos operadores de comunicações electrónicas devidamente autorizados, e pelas universidades públicas e privadas que ministram cursos no âmbito das tecnologias de comunicação.

EC/ Ocean Press- Redação