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No céu de Cabo Verde - Aglomerados de Estrelas

Aglomerados de estrelas
Caro internauta, como constatou na edições anteriores do ASTRO CABO VERDE, observar o céu é uma atividade simples e prazeirosa. Nesta edição iremos visitar alguns aglomerados de estrelas, ou enxame estelares.

Aglomerado estelar
São pequenos grupos presentes no disco da nossa galáxia ou de outras galáxias, possuem centenas de estrelas, e são definidos em dois tipos: os aglomerados globulares, e abertos.

O que ver no céu de Cabo Verde
Muitos deles são possíveis de observar a olho nu, e o céu de Cabo Verde presenteia-lhe com todos do hemisfério Norte, e neste verão virado para o Sul a contar da constelação de Sagitário para o escorpião podemos ver umas dezenas, mas destacam-se, o M6, M7 e NGC 6231 por serem fáceis de identificar sem auxílio de equipamentos, mas para melhor observação, prefira locais escuros.


Neste verão, ver na direção de Sagitário

M6, (NGC 6405) ou aglomerado da borboleta está situada a 1600 anos-luz, o seu diâmetro estima-se 25 anos-luz, “localizada” na ponta da “cauda” da constelação do escorpião. A maioria das suas estrelas é de cor azul bonito, o que significa estrelas jovens, mas estima-se que o aglomerado tenha 100 milhões de anos.


M6, (NGC 6405)

M7, (NGC 6475) ou aglomerado de Ptolomeu, é do grupo aberto, muito mais brilhante do que M6, está 800 anos-luz da terra, o seu diâmetro é estimada em 18 a 20 anos-luz, “localizada” na “cauda” constelação de escorpião, mais abaixo do M6, estima-se que tem 220 milhões de anos, e possui também estrelas azuis brilhantes.


M7, (NGC 6475)

NGC 6231 ou caixa de jóias do norte é do grupo aberto localizada na mesma constelação e mais acima, “junto” a Zeta Scorpi, estrela membro do aglomerado e ao mesmo tempo destaca na constelação do Escorpião, estima-se que o aglomerado tenha 3.2 milhões de anos, é jovem na perspetiva do Universo.

 

Laboratórios cósmicos
Os aglomerados de estrelas parecem satélites naturais das galáxias, pois lembram luas à volta dos planetas, giram com as galáxias “a cima ou abaixo” do disco galáctico, são objetos bonitos de observação, são curiosos porque mostram o poder da grande massa gravitacional, que misteriosamente não interage com a luz. São aos milhares na via láctea, e fornecem uma enorme variedade de propriedade aos astrónomos. O Sol outrora fez parte também de um enxame parecido com o M18 (MGC 6613).

Foto: M6 – Marco Lorenzi, M7- ESO, NGC6231 – David Malim

Autor: Victor Pinheiro