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Praia – Partido Popular dirige duras críticas ao MPD

  • Para Felisberto Semedo, o PP vai continuar com os seus encontros quinzenais para analisar a situação do país e “alertar o povo para estar sempre atento” em relação às realizações do Governo, resultantes das promessas que o MpD fez nas campanhas.

Praia – 31 de Outubro - O vice-presidente do Partido Popular (PP), Felisberto Vaz Semedo, afirmou neste domingo, 30, que o Movimento para a Democracia (MpD) usou o “malabarismo político” nas campanhas eleitorais para “enganar os cabo-verdianos” e, depois, “não está a cumprir o prometido”.

O segundo responsável dos populares fez estas declarações à Inforpress, à margem da reunião quinzenal da direcção nacional do partido para acompanhar, segundo afirmou, a governação do MpD.

“Não consideramos séria a estratégia do MpD para ganhar as eleições”, declarou o vice-presidente do PP, justificando que os ventoinhas, por exemplo, “prometeram aos cabo-verdianos que ia combater o índice de criminalidade e, no entanto, o que se está a notar é o contrário”.

De acordo com o porta-voz do Partido Popular, “quase todas as semanas regista-se mais um crime na capital que resulta sempre em morte”.

“Ontem à noite, no bairro de Ponta d’Água, registou-se mais um caso de crime em que uma senhora perdeu a vida com um tiro na cabeça”, exemplificou Felisberto Semedo, a propósito da criminalidade na capital do país, acrescentando que a vítima encontrou à morte dentro da sua própria casa.

Para Felisberto Semedo, o PP vai continuar com os seus encontros quinzenais para analisar a situação do país e “alertar o povo para estar sempre atento” em relação às realizações do Governo, resultantes das promessas que o MpD fez nas campanhas.

“O MpD havia criticado o anterior Governo por ter aumentado o IVA em 05% para acudir as vítimas de erupção vulcânica do Fogo e, agora, vem fazer o mesmo em relação aos estragos causados pelas chuvas na ilha de Santo Antão”, criticou o vice- presidente do Partido Popular.

Instado se o seu partido é contra a referida medida, Semedo deixou claro que o seu partido “não subscreve” a ideia do Governo, porque nas campanhas o partido que suporta o executivo no Parlamento havia prometido aos cabo-verdianos que “não iria aumentar qualquer imposto e que vai acabar com alguns”.

“O Partido Popular não é contra que o povo de Santo Antão seja socorrido, mas sim é contra o imposto que vai ser aplicado e o tempo que vai durar”, explicou aquele responsável político, para quem é “muito dinheiro que o Estado vai arrecadar à custa dos cidadãos”.

“O que o PP está a constatar é que os impostos continuam a existir e com cenários onde vai aumentar”, indicou Felisberto Semedo, apontando ainda o facto de, em 2017, “não haver reajuste salarial”.
“Na altura das eleições, o MpD prometeu aos cabo-verdianos que todos os anos haveria um reajustamento de 1,5%”, lembrou o vice-presidente do PP.

Sobre as acções do partido, garante que o PP vai continuar as suas actividades junto às populações e que se enganam aqueles que pensam que o partido só aparece por ocasião das eleições. “Estamos preparados para continuarmos a transmitir as nossas mensagens ao povo cabo-verdiano, apesar de não conseguirmos nenhum mandato”, sublinhou.

Relativamente às medidas de segurança anunciadas pelo Governo, entende que “são boas”, mas que é preciso “trabalhar mais a fundo”.

“Discordamos da colocação dos agentes policiais nas estradas, porque deviam estar à paisana a circular em todos os becos, pois é nos esconderijos que se encontram os malfeitores”, concluiu, acrescentando que é só de “forma disfarçada será possível desmantelar a rede de criminosos em Cabo Verde”.

Ocean Press – Redação